quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Viver para si mesmo.

   O ultimo grito da minha vida, deixo para você, também deixo a minha ultima lagrima, para que cuide.
   Estou partindo para bem longe, estou indo para onde deveria ter nascido, onde sempre foi o meu lugar.
   Deixo nesta pequena cidade, os meus sonhos pequenos que realizei, agora vou pra New York realizar os grandes. Deixo também para você a minha casa repleta de memorias, deixo também a minha maquina fotográfica que registrou vários momentos felizes e tristes que passei aqui.
   Fique também com o meu telefone, meus amigos, meus parentes...
   Pegue a minha vida que vai ficar dentro dessa cidade, pois estou disposta a construir outra em NY.
   Deixo-lhe tudo isso caro amigo Tempo, sei que você ira curar as feridas de tudo isso, ira deixar novo em folha, para uma nova vida vir morar aqui, no espaço vazio que deixei no tempo e com o Tempo.

domingo, 26 de setembro de 2010

Sim. Somos jovens!

   Temos plena consciência do que fazemos, queremos ser a geração que vai livrar o mundo dos padrões que a sociedade estabelece. Somos as pessoas mais livres e que sabem tomar uma decisão errada e a transformar  na certa. 
   Alguns bebem, fumam, mas com certeza serão os compositores que iram fazer a próxima geração de jovens refletirem. Olho para o Cazuza, concordo quando ele diz que os seus heróis morreram de overdose, pois os seus heróis também eram os meus e continuarão sendo. 
   Jovens sem limites, por mais que pareçam errados rebeldes, por mais que façam a coisa errada, por mais que fumem, por mais que gritem, sonhem,  fracassem, continuam a sua busca, não pela igualdade, mas que as diferenças tenham os mesmos direitos, e que por uma pessoa usar brinco e outra alargador não sejam julgadas de forma preconceituosa.
   Hoje eles não veem se a pessoa é homem ou mulher, apenas veem dentro dela. Bissexual, homossexual ou hétero não faz diferença o que faz a diferença entre todos esses jovens é o que cada um leva em sua consciência, em seu modo de sentir e agir.
   São os jovens rebeldes de uma nova sociedade que se formam, mas não se enganem, não estou falando de TODOS os jovens, estou falando da queles que são capazes de fazer a diferença e que são a diferença.
   Sim. Somos jovens!

sábado, 25 de setembro de 2010

Um fim para um começo...

   Helena esta voltando, ela seu amor obscuro, seu ódio, sua angustia, seu jeito estranho de viver.
   Bate na minha porta, me olha de forma estranha, diz que esta disposta a viver uma vida normal.
   Acredito ou não em suas palavras?
   Sua boca pintada de vermelho se mexia sem parar, o que havia acontecido para tomar esta decisão?
   Me pergunto novamente... acreditar ou não?
   Após 3 dias em minha casa vivendo uma vida normal, mesmo vendo que será dificl, sei que algo a prende aqui. Ela olhava, analisava cada comodo desta casa, cada pequena coisa que a cercava. Assim passaram-se dias e a cada dia que se passava ela tinha em seus olhos algo para libertar, olhava para mim de uma forma em que seus olhos pretos ressaltavam ainda mais por causa de seus cabelo loiro quase branco grande até a cintura.
   - Tenho algo a lhe dizer... - disse Helena - algo que deveria ter lhe dito desde quando pisei pela primeira vez nesta tortuosa casa de lembranças das noite que passamos juntos.
   - O que diveria ter me dito? - perguntei curioso e desconfiado.
   - Apenas me escute... - abaixou a cabeça e a levantou novamente respirando fundo, olhou dentro dos meus olhos com um sentimento incógnito - uma dessas noites gerou mais do que uma lembrança, gerou uma vida...
   Eu não sabia se o vinho que havia tomado umas horas antes fez com que distorcesse a voz de Helena e com que ela disse-se que estava gravida.
   - Eu apenas quero que você cuide do nosso filho ou filha, não quero que ele conheça a mãe, quero apenas que teja o exemplo do pai, para que não siga o caminho sombrio em que até as lagrimas são de sangue. Vou para bem longe, vou voltar para Londres, o primeiro lugar onde levei seu coração comigo, agora lhe devolvo ele dentro dentro desse filho...
   Nada saia da minha boca, nem ar, pois era o que me faltava, ar...

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Caro Vilão...

   O tempo esta correndo rápido e minhas forças estão se esgotando, me sinto cada vez mais fraco, apesar da minha aparência de super herói. Quebro barreiras da tristeza e da angustia, e traço caminhos de dor e desespero, me puxaram para o fundo do poço, não tenho mais poderes, não tenho mais sentimentos. Um baú vazio jogado ao mar. 
   Meu sangue escorre no lugar do suor, a vingança machuca, mas garanto que irá machucar mais ainda a quem é destinada. 
   Estas palavras escritas no mais podre papel que tinha eu deixo na porta dessa merda de casa em que vive. 
   A vingança será cumprida caro vilão!

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Mundo em depressão.

   
   Faço de tudo pra não acordar, faço de tudo pra não viver a realidade, faço de tudo para não machucarem o meu coração, mas vejo que eu mesmo estou o machucando me aprisionando nesse mundo. 
   Eu me perdi tentando encontrar algo que me faça entender o que se passa dentro de mim, eu caminhei em todas a ruas, olhei todos os becos, e só encontrei mais duvidas... 
   Quero apenas não olhar pra traz e refazer a minha vida, que foi destruída pela minha depressão, e pela minha mão sem controle que levou a chave até a porta e a trancou. 
   Agora quando abro a porta do meu mundo para sair, vejo os problemas dele, pessoas na miséria passando fome, drogas, violência, abuso, falsidade...
   Quero voltar para o meu mundo e me trancar de volta, mesmo sabendo que os problemas não iram se resolver. 
   Mas tudo pode mudar se cada pessoa nascer de novo, pois não tenho mais esperanças.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Sobre Helena...

   Seria pecado comparar nossa vida a uma noite Helena? A noite é tão linda e você tão fria... comparo teu amor como o sol a noite, sei que esta lá, mas não posso vê-lo nem toca-lo.
   Sei que não gosta de ser comparada a nada, e nem há como, pois tu és tão única que não ha características alguma no mundo que se assemelham a sua formosura Helena. Assim que isso chegar a suas mãos não sei como, sei que tu irá ler e me chamar de tolo.
   Quem experimenta uma vez de teu beijo nunca mais esquece, eu conheci um dia por um minuto a sua doçura, não te esquecerei nem em outras vidas, em que rezo pra tu voltar com mais sentimentos em seus olhos. O frio que seus olhos me transmitem é enorme, mas eles também me fazem sentir o calor do amor escondido por traz do teu ódio...

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Torturante felicidade...

   Sofrer me faz feliz... O feliz para sempre me angustia, não quero o sempre, quero viver em constante mudança, em constante conflito comigo mesma. Pare pra pensar se algum dia a sua felicidade quando chegou no final veio o sofrimento, a angustia, o desgosto, a desilusão... Sim né?
   O meu quarto agora esta escuro, só vejo tela do computador ligada me mostrando um mundo, um outro universo la dentro. 
   E dentro de mim? O que há? O vazio? A escuridão?  Uma felicidade platônica? Ou apenas as minhas memorias guardadas em uma gaveta cheia de teias de aranha? 
   São essas memorias do tempo em que tinha apenas 14 anos, são essas memorias da minha adolescência em que sempre tive em busca da perfeição, onde aprendi que ela não existia sendo a menina cheia de defeitos.
   Agora tenho o presente de uma mulher ainda menina de 26 anos com um olhar sombrio, esnobe, de uma uma beleza torturante para qualquer homem. Agora eu sou infeliz e ser infeliz é o que me faz feliz. 
    Descobri a resposta... Uma felicidade platônica!

terça-feira, 14 de setembro de 2010

A angustia da esperança...

   Escorre no chão a água da chuva, que lava todas as impurezas da rua... entrei debaixo da quele chuveiro gigante, para que de uma forma desesperada tirasse as minhas angustias, mas nada adiantou, a chuva escorreu sobre meu corpo, e elas continuaram lá intactas. 
   Mais um motivos para não acreditar em magia, ela nunca funciona comigo, mais um motivo para não acreditar na vida, ela nunca é bondosa comigo...
   Não consigo mais olhar para o céu, apenas olho para o chão, esperando que esperanças sejam que nem flores que nascem da terra que esta debaixo dos meus pés.

domingo, 12 de setembro de 2010

1ª melodia

   
   O som da brisa batendo nas folhas das arvores me remete ao passado, me remete aquele teu sorriso ingenuo e enganador que iludia a minha vida toda a manhã ao acordar. Como a brisa que é algo tão puro possa me lembra ao passado? Que faço questão de tentar esquecer...
   As vezes acho que tentando equecer me faz lembrar cada vez mais das lagrimas falsas que escorriam do teu rosto, e me faz lembrar dos meu sorrisos iludidos e enganados. 
   O som mais puro e melódico da brisa me faz lembrar da valsa em que dancei na primeira noite em nos conhecemos. Agora quero apenas ouvir os teus passos se afastando de mim, quero apenas ouvir o passado partir...

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Inevitável

   Quis seguir até o fim, mas não sabia que era tão doloroso. Eu pensei que dessa vez estava certa, mas as lagrimas que escorrem no meu rosto mostram claramente que não.
   Apesar do fim ser inevitável, apesar do começo também, pode se evitar sofrer deixando de se apegar a quem não se apegue a você.
   Agora eu olho meu olho vermelho no espelho e me pergunto. Os seu olhos também estão assim?
   Se a resposta for não, meu sofrimento foi em vão.
   Agora procure outra vitima, por que eu não irei ficar presa a mais ninguém... 

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

O esconderijo.

   Senti vontade de desabafar tudo oque esta aqui dentro do meu coração, mas não consigo, alguém trancou e deixou os meus sentimentos sem saída, por isso agora choro. 
   Choro pois é a única maneira de me aliviar por alguns instantes. 
   Não sei quem trancou meu coração, mas também escondeu meus risos que brilhavam forte e agora só vejo uma pequena luz entre minha mente e meu coração, sei que os risos estão lá, mas não consigo encontrar. 
   Quem és tu? Quem lançou sobre mim uma manta de solidão e medo... só sei que tu és um covarde, aproveitou-se da frágil entrada do meu coração e de la correu por todo o meu corpo espalhando a solidão, mas deixa eu te dizer uma coisa. 
   Minha alma e impenetrável...

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Muito mais poderoso que o Superman!


   Gosto de caminhar a noite... gosto de ver as luzes clareando o meu caminho. A noite sempre há surpresas, sem falar nos gatos que miam, gosto do miar dos gatos. Mas lembro de uma noite em que ouvi outro som, algo muito melhor. Era Helena em um beco sem saída cantando...
Helena cantando? Impossível, mas era.
   Olhei para ela e reparei em seus cabelos, não eram mais negros como a noite que gostava de admirar, estavam loiros, quase tão loiros que pareciam brancos. Peguei a sua mão e disse.
- Como esta?
   Ela abaixou a cabeça mas levantou o seu olhar em minha direção.
- Como acha que estou? - deu um breve sorriso, mas marcante - eu aqui neste lugar não te diz nada?
- Por que fez isto com seu cabelo, gostava de compara-los a noite, mas vejo que agora tenho que compara-los a lua...
   Ela deslisou a sua mão da minha e a enfiou no bolso tirando um cigarro, acendeu e disse:
- Tenho que ir, pois cada vez que te encontro você me deixa mais fraca. E não quero isso, também não quero que você se ligue mais ainda a essa merda de amor.
- Sou sua kryptonita Helena?
   Virou o rosto e para o caminho sem saída.
- Estou longe de ser um super herói para ser sensível a kryptonita- deu mais um da queles sorrisos de lado marcantes, e disse - alias quem tem que ter uma kryptonita é você, pois te acho um super herói por ainda não desistir do meu amor confuso.
   Virei de costas pra ela e fui andando, mas antes disse:
- Tu cantas divinamente.
   Saí o mais rápido que pude sem deixar rastros, para que ela prova-se no próprio veneno, só espero que não a mate. 

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

A saída do labirinto!


   Vou em busca do meu sofrer... vou em busca de Helena. Percebi que mesmo me esnobando é seu jeito de me amar, mas não sei... talvez ela me esnobe novamente e deixe meu coração em pedaços, e não deixe eu juntar os cacos, mas mesmo assim vou em busca de Helena.
   Vou preparado para sofrer e para sentir sua pele e seus beijos novamente.
   Helena é o mais temido labirinto em que suas paredes se movimentam te encurralando, pra mim o labirinto não tem mais saída e também não quero achar, ficar perdido em seu coração me faz feliz assim como te faz feliz poder me amar e me esnobar quando sentir vontade...