domingo, 30 de janeiro de 2011

Mínima, semínima.

   Ao som do piano repasso a minha vida, peço perdão por todos os meus erros, levanto a cabeça por todas as lagrimas tristes e solto um sorriso de canto para as de felicidade.
   O som do piano não era mais tão provocante, meus dedos não eram mais tão determinados e sentimentais, o som saia por sair, mas ainda dava pra perceber que era Chopin. Não sei o que havia acontecido com todos os meus sentimentos, me sentia tão fria, sem coração, minha alma estava saindo aos poucos do meu corpo, provocando uma dor imensa e profunda, não sabia mais o que era sonhar. O que me restava eram aquelas velhas musicas, tocadas sem sentimentos.
   Preciso de alguém que me faça sorrir, que traga de volta o lindo som do meu piano, que faça essa dor passar, que me faça parar de pensar que sempre estou no meu ultimo dia, que sempre estou a beira da morte.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Ruína

   Estava andando entre os destroços da quele nosso amor perdido, bagunçado pelo vento gelado que veio do sul, acho que era tão gelado a ponto de congelar teu coração, alias, nem sabia que você tinha um, fiquei surpreso.
   Te encontrei com um cara misterioso, fiquei em um canto só observando, e era ele, aquele que vai te levar para um poço sem fundo. Juro que não te entendo. Vai sofrer ainda mais, pelo menos isso mostra que tem no minimo algum sentimento dentro desse teu coração impenetrável.
   Lembro do dia em que estraguei a minha vida, o dia em que te vi naquela praça sentada no banco ainda inteiro, sem marcas de vândalos, com um café e um cigarro ocupando suas duas mãos, e um livro no colo. Sentei ao seu lado, pois era meu banco preferido. As melhores brisas nunca deixam a praça sem antes passar por ele.
   Começamos a conversar, em apenas algumas palavras soltas pela sua boca vermelha pude notar o quanto era inteligente, uma verdadeira filosofa, ou não.
   Estávamos tão embalados em um conversa prazerosa, lembro da parte que me fez se apaixonar não só pela sua aparência, e sim pela sua inteligência, você esqueceu completamente do cigarro e começou a falar  "por que o homem tem a necessidade de desvendar os mistérios da vida, sendo que é eles que nos faz imaginar mil e uma possibilidades, ver que nem tudo esta perdido? Então vem um filho da puta e nos joga da cruel realidade falando que unicórnios não existem".
   Se quiser parar no fundo do poço com este homem não posso fazer nada, mas fique sabendo que se sentir falta dos meus braços sou capas de ajuntar todos esses destroços e transformar novamente em uma casa. Meu amor ainda esta entre entulhos do que um dia a gente viveu.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Nada a perder

   Tudo isso não passa de palavras não ditas, desejos não satisfeitos, raivas contidas, sentimentos afogados, magoas acumuladas, uma vida jogada ao lixo...
   Quem dera um dia pudesse voltar no tempo, acho que no fundo essa é a vontade de todas as pessoas, escolher outro caminho, outra vida. Percebi que por mais que eu mude de direção, nossos caminhos sempre dão no mesmo lugar.
   Podemos prolongar esta dor por muito tempo, mas sei que tenho outra opção, e ela insiste que eu comece desde o começo.
   E querida, saiba que posso mudar.

sábado, 15 de janeiro de 2011

Cherry

   A menina da cidade grande, destemida, linda e mesmo assim sombria, afasta-se dos olhares de ternura, e se proíbe de sentir alguma coisa alem de ódio.
   Vem de família rica, poderosa e influente, criada em uma prisão que ousaram chamar de proteção. Agora esta assim, intocável que nem uma estrela, insensível, amarga, mas de uma beleza de torturar a mente de qualquer homem que a desejasse sabendo que nunca poderia a ter, e provocar inveja a qualquer mulher.
   Andava pelas ruas de New York como se estivesse flutuando, era como se possuísse o mapa da cidade na palma de suas mãos pequenas e macias. 
   Em seus pés um oxford envernizado preto, um pouco gasto, vestia um shorts curto meio rasgado, uma camisa jeans e um chapéu preto, cabelos loiros quase brancos, lisos, com um corte chanel e um batom vermelho hipnotizador.
   Mas afinal, quem realmente era ela, uma menina vitima da proteção familiar, ou era só mais um escudo que ela mesma criou? Pra não sofrer com as decepções que as pessoas podem lhe trazer...
   Só sei que não tenho noticias dela faz 1 ano, algumas pessoas dizem que ela se matou, outros falam que se mudou de cidade, mas eu ainda acredito que ela anda sem rumo pelas ruas de New York em busca de alguém que resgate seus sentimentos bons, e que faça a sua vida um dia ter valido a pena.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Fuck Society!

   Meus pensamentos andavam por todos os cantos aquela noite, e eu continuava la, sentada na poltrona em frente a janela observando as estrelas, tão lindas, intocáveis e encantadoras que dava vontade de me tornar uma delas.
   Pensava o quanto estava sofrendo com toda aquela situação, minha família não aceitava o meu estilo de vida. Estava a beira do abismo, sempre tive quem me amparasse, agora viraram as costas para mim e só sabem julgar e falar que minhas escolhas nunca foram certas. 
   Não existe certo ou errado, o que existe são as consequências, e até agora elas sempre se resultaram em tamanha felicidade, até o dia em que comecei a me sentir só, e a merda dessa felicidade foi se espalhando pelo chão, escorrendo e entrando no ralo. Não consigo conviver com a falta de uma pessoa que sempre esteve ao meu lado, não se importando sobre o que a sociedade achava disso, alias, amor não tem regras nem barreiras.
   Levantei da poltrona fui até a geladeira e peguei uma garrafa de Jack Daniel’s para acompanhar os cigarros que sempre deixo em cima da mesa. Minha vida se resumia a me afogar no álcool todas as noites, quando não eram em lagrimas. Era a angustia tomando todo o meu corpo, como um câncer se espalhando e me matando...
   Não meço esforços para tentar me levantar novamente, mas é tão dificil, tão doloroso, mas nada me impede, nada me contem.
  O dia em que as diferentes escolhas vão mudar o mundo, o dia que a sociedade manipuladora virara pó diante os olhos das pessoas ignorantes.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Alimento para a minha solidão...

   Me abrace forte, quero sentir o calor dos teus braços e por um minuto me sentir bem, queria lhe contar tudo o que passei nesses dias em que estive fora de seu alcance.
   Tudo o que eu precisava era refletir sobre a minha vida, sobre minhas escolhas e por que tinha as feito, tudo o que precisava era respirar sem fazer meu coração doer.
   Lembrei de todos os momentos que passamos juntos e de como você fazia simples coisas rotineiras se transformarem em algo amável e divertido. De quando íamos sair e você passava aquele batom vermelho em sua boca e não me deixava beija-la por medo de borrar. Nossas metas que definíamos quando íamos para o quintal da casa olhar a lua e ouvir as cigarras que faziam um lindo som quando você estava por perto.
   Pensei tanto sobre minha vida, que percebi que em todos os meus pensamentos você estava ligada a eles de alguma forma.
   Se tornou mais do que o alimento da minha alma, você é a minha vida, e infelizmente não tem como negar mais isso...
   Vou voltar ao quintal esta noite, olhar a lua, tentar arrumar alguma forma de tentar esquecer esse amor que eu nunca quis sentir, que me faz ser obrigado a chorar e sorrir ao mesmo tempo. 
   Estou confuso... muito confuso.

domingo, 2 de janeiro de 2011

Snow

   Deito me sobre a neve branca e olho para o céu aproveitando os poucos minutos de sol, antes que a nuvem venha esconde-lo atras dela... 
   Meus pensamentos morreram ali mesmo, quando a ultima folha da arvore caiu sobre meu rosto desejando assim um ótimo inverno, ótimo? Talvez não... 
   O verão abandonou meu coração, mas ainda ha sangue correndo por minhas veias e ainda consigo respirar o ar gelado. Meus fantasmas voltaram a vida e as portas começam a bater em minha casa, por culpa das janelas abertas e do vento que entra sem pedir licença.
   Meus olhos perderam todo o brilho da primavera, passo assim o inverno da minha alma, pelo restante dos meus dias...

Cruel penumbra...

   Quando temo em perder a minha existência, por nada, tudo aquilo foi nada. 
   Idiota que sou eu, os pássaros não cantam mais desde o dia em que apareceu em meus sonhos, como se o ar fosse tirado dos meus pulmões. Sua pele pálida, seus olhos repousando sobre os meus, tu estavas imóvel, só o vento fazia seus cabelos balançarem e as folhas das arvores iam no mesmo ritmo.
   Tudo não passou de um sonho ardente. Acordo e estou coberta por uma penumbra de sonhos, nunca realizados, de desejos abandonados, rasgados e queimados.