sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Preto e branco...

   Estou cansada, exausta, minhas costas doem, meus pés estão machucados, no meu rosto escorre  suor de um amor pesado que tenho que carregar sozinha e escondida. 
   O choro chega até minha garganta e sempre resolve voltar, é duro sentir e não poder jogar pra fora, mesmo assim eu não quero largar, eu morro com esse sentimento, eu morro de cansaço. A minha burrice é maior, a minha esperança é sem limites, meu amor por você é meu mal, meu bem, se tornou uma necessidade, a minha droga, o branco do meu dia, e o preto da minha noite...
   Caio no chão, olho pro céu e uma lágrima escorre, um alivio, mas a seco e me levanto novamente e continuo a caminhada, exausta. Eu ainda acredito que você vai dividir esse peso comigo, mas não demore, pois quando resolver vou passa-lo todo pra você e vai sentir na pele esse amor.
    Apesar de tudo, isso me fortalece...

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Não sou maldosa...

   Mais uma vez a morte é julgada como ruim, sombria. 
   Saiba que ela também tem um coração, tu achas que é único capaz de sentir?
   Como se ela não tivesse coração, como se ele não fosse partido em mil pedaços toda vez que ela se via obrigada a levar uma alma consigo.
   Sou mais um espírito errante que vaga pela terra e atormenta a sua vida inútil, a morte não quis me levar, pois nem o céu nem o inferno é o meu lugar, não acertei nem errei, não machuquei e nem curei, sem duvida fui a decisão mais difícil da minha amiga morte, ela não sabia se me levava com ela ou me deixava no temido coma, entre a vida e a obscura duvida do que me aguardava.
   Ela estava pronta pra mais um serviço, pegar a alma pesada de bondade de uma senhora que aparentava ter uns 70 anos. Era assim que eu a observava, a morte levantava a sua mão e a passava gentilmente no rosto cheio de rugas chamando assim a alma daquela senhora para a luz e leveza que a aguardava.
   Algo de estranho aconteceu assim que a alma desapareceu ao encontro da duvida, o céu. A morte se desfez em cinzas, um vento gélido que até eu pude sentir tomou aquela sala, e de repente senti um coração bater em meu peito, até alguns segunda havia pensado que ele não existia mais, e a quebra da barreira da duvida... agora sei o que é o céu, o inferno. 
   Suei frio, nunca senti tanto medo, parecia estar viva de novo, mas não, uma seqüencia de mortes passavam como filme em minha cabeça.
   A morte na qual me prendeu ao mundo estava com o barril cheio de almas, e o meu estava vazio, assim logo me toquei. A difícil lição de morrer de novo todas as vezes que tirar uma alma de um corpo foi passada a mim.
   Diga me, achas que esta pronto para me seguir e ser o próximo barril?

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Guardada entre páginas.

   Tentei me afundar em seus olhos, arrancar o medo deles. Anda tão distante, sombria, estou começando a achar que não gosta mais de mim, e isso dói, você não sabe o quanto, mas me conformo.
   Já se passou metade do dia, e você continua calada, pensativa. Sabe o que já passou pela minha cabeça? Inúmeras coisas horríveis. Superamos todas as dificuldades, fazendo nosso amor quebrar as barreiras do preconceito, mas acho que isso nos desgastou. 
   No minuto em que te vi se levantando daquele sofá e indo pro quarto, saindo de la com uma mala e uma lagrima escorrendo sobre seu rosto, não tive mais duvidas deque era o fim, você não precisou dizer que ia me deixar, eu sempre soube que nunca foi amor de verdade. 
   Eu não chorei por causa disso até hoje, e nem vou chorar, pois não é tua culpa, a pressão para que nós duas terminássemos era grande, nossas famílias nunca aceitaram, e isso também nunca foi amor, só uma paixão, que passou e felizmente não deixou feridas.
   Agora me encontro na beira do mar com outra companhia, mas minhas lagrimas ainda estão guardadas pra você, em nome de uma futura amizade, sei que um dia vamos nos encontrar novamente. Em nosso livro ainda há muitas páginas em branco para serem escritas...

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Auto-destrutiva

   Engolia o medo, procurava as criticas, sonhava coisas impossíveis, isso me angustiava. Cavava o buraco para me enterrar dentro, colocava os fones de ouvido pra não ouvir o mundo.
   Resolvi seguir o caminho errado, chorar sem motivo, bancar a rebelde, fugir de casa, respirar fundo e cavar até o fim. Agora olhe para as minhas mãos cheias de lama, misturada a lagrimas, a desespero.
   Queria gritar a todo tempo, mas me contenho, me prendo a vergonha, ao medo. Encaro meus demônios e mesmo sabendo que me fazem mal os acompanho.
   Deixo exposto em meu rosto a minha tristeza, angustia e desespero. Mas ninguém parece ver nada, ignoram..

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Doce remédio.

   Gasto noites e dias rondando os cantos de casa procurando o que é certo pra ti. O que um dia foi chama, agora esta congelado pelo desejo, que sumiu, que estava em minhas mãos e desapareceu, virou vento.
   Conviver com essa dor esta ficando cada vez mais fácil, sinto ela se aliviar, pois consigo dormir mais do que 3 horas por noite. Ela vai escorrendo do meu coração e molha o colchão, aquela água que veio de um mar de falsas palavras, que eu mergulhei, me iludi.
   Dou mais um passo e sinto o vento do desejo que havia sumido, mas agora não passou de uma brisa. Abaixo a cabeça e sai do meu olho a ultima gota de lagrima desse mar, desse amor, dessa ilusão.
   Mas posso dizer que foi a melhor ilusão da minha vida, pois eu consegui curar a ferida.