domingo, 24 de abril de 2011

   Me vejo subindo um poço, olhando pra traz e tirando palavras dele, encontro as vezes rosas tão vermelhas quanto a sangue que ainda corre por minhas veias. Tão submissa e frágil, mas tão forte e intolerante, as vezes só preciso de um abraço pro doce voltar a minha boca, as vezes só preciso de um tropeço pro veneno da minha boca jorrar no chão e nas pessoas. Concordo quando dizem que sou fria, discordo também, tem dias que ninguém se sente mais repleto de sentimentos quanto eu, pelo simples retornar de uma lembrança quente e que volta pálida e gélida.
   Obcecada, desorganizada, abstrata, falsificada, incompreendida, incontida...  cansei de ser nada aos olhos dos outros, cansei de ser tudo aos olhos sem pensamentos do espelho. As vezes me sinto estranha por me carregar sozinha, por me aturar, por não poder fazer nada pra calar a minha boca que esta me enchendo o saco desde que descobri que podia me expressar por inúmeras maneiras. Confesso que fiquei aliviada. Recolhi a rosa do meio das pedras, tão solitária quanto eu, coloquei entre os dentes e retomei a escalada, por favor, que quando eu chegue no topo a lua me receba de braços abertos, pois já cansei de olhar o sol e vê-lo tão distante rindo do meu fracasso.
   Preciso de um café agora, ou apenas de um sorriso verdadeiro.

4 comentários:

  1. Taay ficou absolutamente perfeito, seu texto me descreveu agora, aliás como sempre, todos os seus textos me descrevem, incrivel, continua assim tá ótimo (:

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  2. É gratificante saber que minhas palavras se encaixam em outras vidas, além da minha.
    Obrigada Mariana :*

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  3. Aaa que texto demais flor, posso dizer que sou uma super amante de bons textos, amo muito escrever.

    Beijo Taay

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