domingo, 15 de maio de 2011

Keep Calm

   Não saber lidar com essa tal liberdade que me foi concedida. Para mim, liberdade é um passo para perdição. Acho que estou muito mais sobre meu controle quando me ditam regras nem tão radicais. Alias o mundo é feito de regras, impedimentos e desimpedimentos, como na teoria do filosofo Nietzsche, "Eu só levantei o braço para coçar a cabeça agora por que o teto não caio em cima de mim, por que Deus permitiu que eu tivesse um braço..." Mas o caso não é esse, o verdadeiro motivo de ter tanto medo da liberdade não tão livre assim é o de encontrar alguém que seja tão livre quanto eu a ponto de por regras aos outros, a ponto de pegar o meu coração para si, e fazer dele o que bem entender, e não devolver até que eu morra na mais doce loucura.
   Sou extremamente sensível a vários vícios, sou frágil, desorganizada e muito indecisa, a ponto de ficar meia hora escolhendo 1 peça entre 2 exatamente iguais. Isso atrapalha a minha vida, mais do que aquela plaquinha de proibido fumar que vejo em todos os lugares que vou. Acho melhor parar com isso, parar de mesquices que não levam a nada, alias, levam sim, levam a completa destruição de uma vida. Mas teve vezes que o fato de pensar mais de mil vezes antes de falar ou fazer alguma coisa me salvou de tremendas confusões e erros, acho que no fim essa deve ser mais uma regra que não me deixa seguir a brilhante luz traiçoeira da liberdade.
   Acho que tudo não passa de uma falsa inspiração, de um falso olhar, de um falso gesto, de um falso vicio. Acho... não, tenho certeza, um homem livre de cabelos pretos e pele branca, com varias tatuagens cobrindo o braço esquerdo, olhos castanhos, atlético, sem sorriso de canto, sentado na mesa ao canto do bar acaba de roubar meu coração com um sorriso completo, olhei para os outros lados onde só via liberdades completamente cheias de cerveja; é, era pra mim que ele olhava. Agora eu sei que é bom morrer dessa doce loucura chamada amor, e que toda essa minha confusão era por falta dela, ou melhor, dele. 

domingo, 8 de maio de 2011

Prelúdio

   O café derramado sobre a mesa, sujando o chão. O tic tac do relógio, e a navalha fina do tempo passando pelo meu rosto, deixando marcas. O vai e vem do vento, mudando a temperatura.
   E eu? Eu... simplesmente ia brincando com a vida e fazendo das pessoas as peças do meu tabuleiro de xadrez, onde o jogo era real e impiedoso. 
   Ultimamente ando sob dias chuvosos, onde os meus olhos só miram a escuridão. Dou passos firmes mas algo dentro de mim diz que vou tropeçar mesmo sabendo desviar de obstáculos, meus pés não doem, assim como a minha consciência.
   Gravei em meu peito a sua voz, pois é unica coisa que eu ainda tenho guardada em mim que me remete a algo bom, e eu escuto ela quando sinto o meu coração parar de bater por instantes, ela me faz retomar a vida, era realmente uma noite linda quando você partiu.
   Era mais um dia, quando resolvi que ia acordar, iria dar mais uma chance aquela manhã. Fui para o banheiro e passei um corretivo nas minhas olheiras que mais pareciam dois buracos negros. Sei que no fim, não havia o por que daquele jogo, não havia o por que de usar as pessoas para tentar encontrar você, e no final perceber que quando você me disse adeus te ter de novo não ia mais me satisfazer, você foi um vício.
    As vezes eu me pergunto a onde eu quero chegar... até o fim da estrada, onde as lembranças se transformam em memórias vagas, onde as minhas mentiras se transformem em verdade, onde eu encontre um rio de palavras que me faltaram.
   Parei, sentei entre a neblina onde a fumaça do meu cigarro ia se escondendo, olhei para o meu all star sujo de barro, sujo de vida.