quinta-feira, 23 de junho de 2011

Tornando-nos quem nós somos

   Meu coração bate fora do compasso, esta em um ritmo mais rápido que o seu, nosso amor esta entre a insanidade e a insegurança. 
   Talvez sejamos perturbados, loucos ou... mais um pequeno detrito do mundo, ignorados pelo universo. Entre nós não há o vazio, entre nós não há nada. Nos nossos corações há um amor revoltado, queimando de paixão, que nunca vai virar cinzas.
   Bom... pelo menos era nisso que eu acreditava até ver você indo embora. Aqueles instantes em que jogava a roupa na mala sem medo de amarrotar, as palavras que estavam em minha boca fugiram covardemente, me deixaram sozinha me fazendo voltar a ser incompleta. 
   Perdi de vista seu cabelo preto, o brilho do seu cinto de taxas, não pude mais ouvir o som dos seus passos, nem da sua voz rouca. Minhas memórias foram para o  lixo ao qual ainda não tirei de casa, deixa ele se deteriorar la, não vou tocar, não vou olhar, ignorar. 
   Meus olhos pintados de preto, minha boca com um batom vermelho, uma calça rasgada no joelho e um all star sujo, isso não mostra nem metade da minha dor e da minha revolta. Agora eu picho as paredes sozinha, eu canto sozinha, choro sozinha. 
   Pra você tudo isso era terra do faz de conta, cansou de brincar e agora voltou pro conforto da casinha dos seus pais. 
   Agora há só eu entre a insanidade e a insegurança. Estou bem, estou bem, estou bem!

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Quando eu provei do álcool...

   As vezes me pergunto o por que da minha existência. Definida pela vida. 
   Por que a minha existência é tão viciosa e tão viciada em coisas supérfluas, em valores fúteis, em amores de 24 horas. Sou egoísta, chata, perturbada, tão alucinada. Tenho vários eus dentro de um só que age como uma cadeia para os outros. Não, não pode ser, estou perdida em um emaranhado de anseios e duvidas, de desgostos passados, e de sonhos jamais realizados. Alias, ainda me surpreendo que meus sonhos ainda não estejam viciados com essa imensa futilidade da minha existência, da pessoa que me defini, com o tempo, com a vida, com as consequências, com os atos e apegos. 
   Estou perdendo o raciocínio, a linha da razão a qual fiz questão de dar um nó, que só se desfaz com mãos finas e ágeis, as quais essas qualidades as minhas mãos não possuem.
   É... a mais pura realidade é que sou formada e definida por coisas impuras.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Drive you to suicide

   Tire a minha foto da parede se você não for olhar para ela como olhava antes. Acho que você realmente não aguentou ser alguém tão importante na minha vida, então deixou ela, para vê-la dirigir contra a parede.
   Você brincou com o meu amor, jogou no lixo. Me fez de bobo. Agora há em mim um precipício, tento te jogar la, mas não consigo. Sinto que vou desmanchar novamente em seus olhos.
   Então percebo que tudo ainda esta tão longe, e você anda mais confusa do que eu, assim que me deparo com você procurando outras pessoas dentro de si. Mudando a mascara para atrair a próxima vitima, e não percebe que a vitima não sou eu, é você. 
   Sofremos da mesma doença da sombra do passado que ainda esta em nossos corações, fazendo o que passou mudar o presente. Procuro palavras pra te fazer voltar, para sermos um o remédio do outro, mas vejo que você quer morrer na penumbra.
   Apenas lhe pergunto. Sabe o que é ouvir o coração bater mas não sentir a vida fluir em suas veias?
   Sinto muito...