sábado, 16 de julho de 2011

Apenas amei...

   Tudo o que um dia eu senti por você, esta saindo no meu suor, pelos meus poros. O maior erro da minha vida não foi te amar, mas foi deixar você se transformar na minha razão, sem limites. 
  Estou sentada no chão pegando destroços do eu que havia me tornado, incompleta, incompreendida, quebrada sem mais nem uma utilidade. Eram pedaços de vidros gelados com pontas que machucavam os meus dedos. 
   Senti na pele os efeitos colaterais de amar você que não existe mais na minha realidade, mas algo no meu peito sempre vai ficar, não um aperto, nem angustia, muito menos saudade. O que vai ficar é um lugar para guardar suas lembranças boas, e a esperança de poder vive-las novamente com um outro alguém que eu não cometa o erro de amar intensamente.    

domingo, 3 de julho de 2011

Olhos acesos

   Ao som de uma música psicodélica todos dançam a minha volta. Eu estou parada olhando para cima vendo as luzes coloridas passarem por mim, tudo roda e uma energia me toma em seus braços que me jogam de um lado para o outro.
  As pessoas se tornam monstros, de repente só ouço o ritmo da música, ela penetra, enlouquece. Tudo é tão confuso e bom, uma sensação viciosa. Uma vontade de rir incontrolável mesmo sabendo que estou rodeada de monstros prontos para me atacar.
   Eu fujo, me sento, deito. Deixo a musica embalar o meu sono. Deixe rolar... rolar... rolar... é bom, é ótimo, é confuso. Melhor ficar atenta pois uma voz me diz "Alice ataque!".
   O fascínio termina, mas mantenho os olhos acesos. Volto para a casa e me entrego a cama, e a realidade que começou, mas vai acabar assim que escurecer novamente.