terça-feira, 20 de setembro de 2011

Menos brilho, mais contraste

   Escrevo palavras imperfeitas tentando deixar minhas dores no meio delas, mas não da. Já tentei lava-las em um balde com água e sabão para transforma-las em experiência de vida, mas elas insistem em ficar gravadas que nem tatuagem, pontos da mais profunda escuridão.
   Tantas noites, tantas dores. Eu cultivo a dor em mim. Eu olho o roxo do céu e aprecio meus momentos de alegria, eu aprecio a capacidade da minha mente de imaginar situações mais claras, rosas, de uma cor mais linda que a do céu, mas minhas palavras são tão pretas, imperfeitas. Minhas cores não tem brilho, só contraste entre os traços das minhas dores.
   Estou sucumbindo, estou no cinza, quase la, quase... 

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