quinta-feira, 8 de setembro de 2011

    O sol foi entrando calmo pela janela, cada vez com mais brilho até chegar ao meu rosto em uma manhã de domingo. Olhei pro relógio e era muito cedo, olhei pro outro lado da cama e estava vazio, como a minha alma e meu coração. Ainda não me conformei com a sua ausência, e parece que nunca vou me conformar.
   Ligações, mensagens, recados em todas as redes sociais, tudo e qualquer lugar que pudesse ter um vestígio de vida seu, eu procurava.
   O efeito do álcool já não é mais o mesmo, depois de tantas noites que passei embriagada pelo meu silêncio e o som do vento entrando pela janela do meu apartamento que ficava no ultimo andar e fazia com que a cada oportunidade de pular de la de cima fosse maior e mais tentadora.
    Sei que não posso simplesmente lavar as minhas mãos ou passar uma borracha em todo mal que lhe fiz. Eu sei quem eu sou, e também sei que não fui feita pra conviver por muito tempo com alguém, eu sou enjoativa, vingativa, chantagista, manipuladora e cheia de manias idiotas e irritantes, também sei que não fui capaz de deixar tudo isso de lado pra falar um "Eu te amo", infelizmente essas palavras só fazem sentido agora. 
   Minhas mãos estão sujas com o nosso passado, é uma mancha que esta tomando todo o meu corpo, esta tudo ficando escuro. Pra dizer a verdade nem sei mais se isso é efeito do álcool ou das minhas escolhas.

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