terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Entre pontos

   Tudo gira em torno das mesmas palavras, dos mesmos sentimentos, das mesmas angustias, da mesma eterna falta do que fazer, da mesma mentira. A mesma solidão. Do mesmo momento, dos mesmos dedos que deixam escapar a vida entre eles. Das mesmas pessoas, das mesmas atitudes, das mesmas sombras, dos mesmos tormentos, do mesmo ar, do mesmo fogo, da mesma fumaça, da mesma rotina, das mesmas lagrimas. Dos mesmos mesmo que insisto em repetir, que insisto em me iludir. Que insisti em voltar, que insisti em começar tudo de novo, mas dessa vez vou deixar acabar... 
   Vou desistir ao invés de insistir, no mesmo.

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Ninguém acredita!

   E finalmente acordar pra vida, achar um motivo, sair do esconderijo. Após tantas desilusões acho que preferi dar um tempo de viver, entrei dentro de casa tranquei as portas e fechei as janelas para que o mundo não opinasse nas minhas decisões aqui dentro. 
   Sabe quando você fica cansada de ver as pessoas fingindo, brincando de fazer teatro e não tem nem a capacidade de serem bons atores após tantos anos de prática? 
   De certa forma era muito mais fácil lidar com aqueles personagens do que com as pessoas em si, a ilusão as vezes satisfaz mais que a verdade, mas precisa de doses diárias, enquanto a verdade só uma doze e destrói toda a vontade de entrar em cena, de jogar o jogo.
   E o motivo de entrar em cena novamente? Magoa, vingança, desejo de voltar por cima e escrever as cenas finais da história.  

domingo, 5 de fevereiro de 2012

...

  Eu mudo a roupa, rotina, as cores das unhas, as companhias, marca do cigarro, o cabelo... 
   Mas os sentimentos, esses penetraram tão fundo que quando eu respiro vejo que de nada adianta toda essa mudança superficial. 
   Apenas.