segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Hipócritas Modernos

   Hoje eu planejei como seria o meu possível suicídio, dramático, impactante, inesquecível. Uma cena que faria todos entenderem tudo o que se passa na minha consciência, sou uma das poucas pessoas que ainda a tem. Entretanto, pensei... E eu deixarei tudo o que fiz para traz?
   E tudo o que fiz foi nada, uma grande merda de nada! Mas eu ainda quero mudar a situação, e se não mudar, deixarei o mundo com uma montanha de nada ainda maior. E se... E se... os "e ses..." da vida nos fazem continuar vivos. 
   E se um dia a humanidade resolver olhar para a minha arte, para o meu senso critico e estético, vou poder deixar a montanha de nada um pouco menos cinza e mais colorida. Só que eu estou com medo, pela primeira vez admito isso. Estou com medo. Os valores que nos fazem identificar uma obra de arte estão se invertendo.
  Hipócritas, sangue sugas, será que realmente vale a pena tirar toda a vida artística deslumbrante que criamos até agora para enfiar lixo na cabeça das pessoas por dinheiro? Sinto muito hipócritas modernos, mas as vezes prefiro o suicídio do que ter que conviver com uma montanha de lixo!

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Contra indicado


   Tomei a dose de coragem prescrita pelos fatos e vendida pela vida, resta saber se vai ter efeitos colaterais, como saudade, raiva, felicidade, vergonha, compaixão, indiferença ou até me levar ao suicídio. É realmente difícil admitir o que faz ou o que sente, o que não sente ou o que deixa de fazer.
   A questão é que não li a bula antes de tomar a coragem amarga, e estou assustada e ansiosa pelo que vem ou não vem. Achei mais um efeito colateral, a incerteza. Por que? Por que? Por que? Mil vezes por quês!
  É por isso que eu vou criar um novo medicamento, em comprimido de preferencia e pequeno. Ele cria uma nova consciência dentro de você que te apaga até que ajeite todo mundo a sua volta, e quando acordar esta pronto para usar. Completamente sem efeitos colaterais, sem preocupações ou overdose. Tome quantos quiser!
(Contra indicado para seres humanos que respiram.)

domingo, 13 de janeiro de 2013

O coitadismo

   Quando o vapor deixou de fazer os trens andarem deu lugar ao novo, entretanto, sua fumaça sempre será lembrada, assim como em alguns anos lembraremos de todos esses fios de energia, assim como lembramos dos nossos sorrisos ingênuos de quando éramos crianças sem preocupações, além dos deveres de casa.
   Hoje lidamos com deveres da consciência, com dever da ética sempre atropelada pelos que se consideram melhores. Pelos iludidos que acham que ver as pessoas de cima é o melhor jeito de controla-las e se mostrar um rei.
   Por favor, todos nos somos reis e rainhas do nosso próprio mundo, todos nós temos o direito de mandar e desmandar nas nossas ações, somos nós que construímos o nosso caráter, somos nós e não os outros. Pessoas reclamam o tempo todo de não ter dinheiro, reclamam de não ter pão, reclamam da sua misera vida triste. Reclamações não movem um mundo.
   Pobres dos que alimentavam a Maria fumaça, mais pobres ainda dos que hoje em dia a desprezam. O ser que não sabe viver esta condenado ao presente e o ser que sabe onde pisa conhece o passado, conhece seus valores e sua metas, um ser que de vez reclamar vai em busca do que quer, atinge seus objetivos e é o soberano do próprio mundo.
   "Cuidado com seus pensamentos, pois eles tornam-se palavras.
    Cuidado com as palavras, pois elas tornam-se ações.
    Cuidado com as ações, pois elas tornam-se hábitos.
    Cuidado com os hábitos, pois eles tornam-se a tua personalidade.
    Cuidado com a tua personalidade, pois ela torna-se o teu destino.
    O que nós pensamos, nós nos tornamos.- Alfred Roberts"