sexta-feira, 24 de maio de 2013

Brasil, apenas um sonho intenso

   
  Hoje me deparei com uma situação envergonhante. Milhares de pessoas se levantaram, estufaram o peito e começaram a cantar o hino nacional com maior orgulho de ser brasileiro, aquela mesma emoção que a maioria sente ao cantar a musica de abertura da novela das nove. 
   Como sempre, fiquei sentada, pois não sou hipócrita, não vou cantar o hino de uma pátria em que o povo não sabe votar e ainda reclama de ser roubado pelos mesmos que eles colocaram para os representar, e esses que os representam, muitos deles que dizem não ter desviado verbas destinadas a educação dessa pobre população alienada. Mas tem os que falam "E o bolsa família?", um povo digno não é apenas aquele que alimenta o corpo, mas que também alimenta a mente. 
   Entre outras mil, és tu, Brasil, que envergonha e oprime quem deveria ajudar, és tu Brasil que prefere mostrar como face as bundas das mulatas de Ipanema, és tu Brasil que me envergonha, és tu Brasil que nem sequer um dia ouvira ou irá ler meu nome, muito menos esse texto, pois tem outras mil coisas pra fazer, como ir dançar a noite inteira uma musica que só repete sons incompreensíveis. Ó Pátria amada, idolatrada, salve! Salve!

domingo, 19 de maio de 2013

No Asfalto

   
   Em minha tentativa fracassada de endurecer um coração virgem de sofrimento e tão ingenuo, acabei o corrompendo, tornando ele fácil, falso. Ele da esperanças para o que não tem mais jeito, e me ilude, um pobre doente terminal que já não tem escolha, é pular ou voar. Na tentativa de voar eu pulo, mas meus braços não são feitos para isso. Então, meu corpo é surrado pelo asfalto e olhares apavorados de pessoas ignorantes que apenas me julgam como um suicida. Entretanto, enquanto caia pude ver que o meu coração virgem não havia endurecido, apenas enrugado, um rabugento que só sabe reclamar e não sabe aproveitar a sopa sem gosto e o sabor dos remédios do hospital. Uma pena ele não se contentar com tão pouco.