domingo, 27 de outubro de 2013

Beautiful Minds

  Espalhamos sangue de mosquitos na mesa, esmagamos as formigas contra o chão, lutando sem mexer um músculo, resistindo ao lodaçal sem valor da criatividade, de jovens quadrados tentando se encaixar em buracos redondos. Estamos anestesiados de hipocrisia, e tontos de tédio.
   Queremos encontrar a nossa tribo, com lealdade, amor, sinceridade e tristeza o suficiente, com ambição de causar overdose. Que não se arrependam, pois o que fizemos pagou a divida, mesmo não valendo o preço. Até porque somos jovens, feridas expostas, umas infeccionam, outras se curam, e umas começam de novo em uma cicatriz. Na minha tribo não escorre sangue nos olhos nem vida entre os dedos. Escorre vontade pelo corpo inteiro.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Aqui não tem milagres!

    
  Vou ir pra bem longe antes que o amor me deixe aparte, e não importa, qualquer palavra que disse foi e será inútil. A cada suspiro, cada osso que quebrado, cada passo, cada dia, cada palavra, cada jogo perdido. Agora acredito quando dizem que olhos reais realizam mentiras reais, mas a minha teve prazo de validade, e espalhou um cheiro ruim por todo o quarto. 
    Por cada valor distorcido e mentira contada, nada mais justo que manter a janela fechada e continuar apenas te assistindo, tendo flashbacks todos os dias dos piores momentos, das suas piores desculpas. Não importa o quanto o tempo passe ou a vida mude, você sempre vai deixar a panela no fogo, até tudo queimar.