terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Acho que não...

   E quando se inicia uma nova fase da vida, onde finalmente achou algo para preencher o cômodo vazio. Tira o pó da sala, troca a mobília, encera o chão, ascende a lareira e coloca uma musica alta pra abafar os sussurros, e o rangido da madeira velha. Abre a janela e deixa o ar fresco entrar, para que possa respirar, sem espirrar, tossir ou chorar. Agora, aqui quem vos escreve, são esperanças amargas que saíram com o pó e que não pretendem voltar e que lhes deixam apenas um monte de palavras de vários eu líricos e de um eu mesmo, que não sabe quando volta e se volta a encher a sala de poeira.